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Fundada no ano 2000 por alunos do curso de Cinema de Animação da Escola de Belas Artes da UFMG, a Poeira Filmes se firmou como uma das mais criativas e originais produtoras de animação independente do Brasil. A partir de 2003, a Poeira passou a funcionar fora da escola, como parte integrante do Estúdio Poeira, empresa fundada pelos poeiras remanescentes. Em 2004, Daniel Poeira se despediu do Estúdio Poeira para se dedicar à pesquisa acadêmica. Em sua pesquisa de mestrado foram criados os mais recentes trabalhos da Poeira Filmes. O trabalho da Poeira sempre se pautou pelo experimentalismo, a pesquisa de novas técnicas, e o diálogo com o público. Atualmente, a Poeira Filmes desenvolve diversos projetos de cinema de animação, captando recursos para criar filmes mais complexos. |
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Fita de Cromo, Cortina de Ferro Criado como parte da pesquisa de mestrado de Daniel Poeira, "Fita de Cromo" é um filme experimental que fala sobre punk rock, diretas já, democracia e mídia. A história fala sobre uma fita, contendo uma gravação pirata de uma banda underground de algum lugar do lado oriental da Cortina de Ferro. Enviada pelo correio, a fita chega às mãos de um garoto do subúrbio de uma grande cidade, mudando sua vida para sempre. A idéia para o filme me veio um dia quando estava pensando sobre as fitas cassete e como nossa relação com a música mudou nos últimos anos. Antigamente, quando queríamos ouvir uma música, era uma odisséia, levava muito tempo para conseguir. Hoje em dia, com a internet, os mp3 e outras facilidades tecnológicas, temos acesso quase ilimitado a toda a música do mundo. Mas será que isso está surtindo o efeito que deveria? Antigamente era impossível conseguir as músicas, mas as pessoas tinham mais paixão por elas, e a música como um todo tinha algum singnificado. Hoje em dia, no mundo das bandas pasteurizadas, as grandes gravadoras e a mídia comercial como um todo consegue transformar qualquer estilo musical - punk rock, rap, techno - em música comercial, limpa e segura para consumo da população, que aceita qualquer coisa como ovelhas prontas para o abate. |
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Tequila! "Filmado" em 2004 em apenas 3 dias, em parceria com Christine Veras e Ana Lúcia Andrade, "Tequila" foi animado em Flash com cenários desenhados à mão. Foi escolhido entre os 20 melhores do Anima Mundi Web 2004. |
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O Homem Raivoso O que era para ser apenas um filme experimental para testar os limites de um software acabou se tornando um dos maiores sucessos da Poeira Filmes e um dos filmes mais interessantes produzidos por ela. É uma historinha simples que passa uma mensagem legal com bom humor e sem chatice. O filme foi feito em apenas dois dias, direto no computador. O som foi feito com alguns efeitos sonoros clássicos de desenhos animados, misturados com outros sons gravados direto no computador. Daniel Poeira fez a voz do Homem Raivoso, e deu alguns tapas e socos na própria cabeça para fazer alguns efeitos. O barulho do Raivoso derretendo foi feito com um saco de pão sendo amassado. |
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Furious Engine Para dar início à sua pesquisa de mestrado, Daniel Poeira fez esse filme utilizando uma música da banda de rockabilly Hot Rod Combo, de Belo Horizonte. Fábio Poeira cuidou da animação 3D e dos efeitos especiais. O filme foi feito misturando cenários e carros 3D e um personagem 2D vetorial. O filme teve uma repercurssão muito boa. Estreiou no I BH Billy, festival de rockabilly de Belo Horizonte, onde o Hot Rod Combo também se apresentou. Também foi apresentado no Museu Histórico Abílio Barreto, e na programação da madrugada em canais públicos de Belo Horizonte, como Rede Minas, TV Horizonte e TV UFMG. Inspirado na série "Roadrunner", de Chuck Jones, e no filme "Encurralado", de Steven Spielberg, "Furious Engine" mostra um duelo entre dois hot rods, em uma estrada deserta. Perseguido implacavelmente pelo misterioso e agressivo carro azul, nosso herói rockabilly pisa fundo para tentar despistá-lo e sobreviver. Os cenários foram feitos em 3D digital com texturas imitando materiais artísticos, como pastel oleoso e carvão. Os carros foram modelados em 3D digital e renderizados com toon shading - técnica que renderiza imagens semelhantes a desenhos animados, com cores chapadas e linhas pretas de contorno. O único personagem humano que aparece no filme foi feito em 2D digital, desenhado diretamente no computador, e animado com um sistema de esqueleto virtual com cinemática inversa semelhante ao utilizado em softwares 3D. |
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Ogum |
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Dragão Chinês Filme experimental feito a partir da colagem de trechos de vídeo encontrados na Internet, traillers de filmes independentes disponíveis em um site de cinema. As imagens foram editadas, e depois tratadas digitalmente para se tornarem apenas linhas pretas no fundo branco. Depois o vídeo foi exportado na forma de quadros separados, e cada um foi colorido individualmente, em um processo "artesanalmente digital". O significado das imagens foi ignorado; os critérios para decidir que imagem entrava aonde foi puramente visual e estético. As cores também variavam quadro a quadro: a cor era animada. "Era" porque esse filme foi deteriorado além da recuperação. Vídeos não têm boa qualidade, frames originais se perderam, backups não funcionaram. Só restaram alguns dos frames originais, e a trilha sonora, composta por Daniel Poeira a partir de samples e loops do re:combo. |
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Pixel Fight |
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| Tudo O Que Você Queria Saber Sobre Gnomos Zumbis (Mas Tinha Medo De Perguntar Ao Lanterna Verde) (dir. Poeira Filmes - 2001) |
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O Mercador de Sonhos Escrito e estrelado por Daniel Poeira, a primeira produção "séria" da Poeira Filmes foi feita em live-action. Inspirado pelos filmes expressionistas alemães dos anos 1920, como "M, o Vampiro de Dusseldorf" e "O Gabinete do Doutor Caligari". De "Caligari", o filme herdou os cenários esquisitos construídos com recortes de papelão pintados à mão. De "Dusseldorf", herdou a fama de "filme de vampiro" apesar de não ter vampiro algum na história... |